terça-feira, 2 de outubro de 2007

Evidências e Argumentos sobre o filme 12 homens e uma sentença




Achei este filme muito bom e que nos faz pensar o valor da atenção e o quão importante é darmos um pouco disso aos fatos que se encontram do nosso redor.Precisamos nos acostumar a ouvir e a ler as entrelinhas para que não criemos pré-conceitos, nem estigmas antes mesmo de reconhecer a realidade que cerca cada um. O que é certo para um pode não ser para o outro.É preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma da pessoa.
Como disse a colega Daiane(grupo1), não houve um fator onde ficasse esclarecido a culpa ou a inocência do garoto.Tudo dependeu da forma que foi abordado, do ponto de vista ou ainda como mencionou a colega Maura Marques, "Há evidências para culpá-lo, ou inocentá-lo... mas argumentos...". Sendo assim, logo que li estas frases me veio a cabeça à parte onde a prática da defesa foi contestada. O menino não tinha um advogado, então o estado lhe proporcionou um que não confronta as provas de forma efetiva, não as aprofunda, não se envolve já que esse tipo de caso não lhe traria muitos “louros”, ou seja apenas cumpriu o dever do estado, como mencionou a colega Luciane Mota.
Outras evidências que me chamaram a atenção foram:
1) O senhor que tivera um derrame e puxava uma perna, ter visto o garoto fugir pelas escadas.(tudo isso num tempo de 15 segundos)

2) A diferença de altura do menino e do pai (18cm) e a habilidade dele com a faca.

3) O barulho do trem e o tempo que leva para passar no ponto (que seria a janela da casa da mulher)

4) A mulher que diz ter visto o assassinato e o garoto levantar a mão com a faca (deitou-se às 23h. Não conseguindo dormir, viu o crime pela janela às 00:10).

5) A faca usada no crime, onde o vendedor disse não haver outra igual aquele modelo.

Agora os argumentos:

1)Após uma análise na planta do prédio e um dos jurados ter refeito passo a passo o trajeto que o homem diz ter realizado, ficou constatado que seria improvável ele ter feito tudo no tempo que tinha mencionado, já que possuía limitações físicas(levaria 41 segundos e não 15 como havia dito).

2)O réu, conforme testemunhas, tinha grandiosa habilidade com facas(quem convive naquele ambiente, tem uma forma diferenciada de pegar facas).(Elas são pegas por baixo para dar mais agilidade) A vítima ganhou uma facada no peito no sentido de cima para baixo.Levando em consideração a diferença de altura dos dois (18cm), ele deveria ter levado esta facada no sentido inverso.

3)Não existiria a possibilidade da mulher ouvir o rapaz dizer que iria matar o pai devido ao grande barulho feito pelo trem (que demorava 15 segundos para passar na sua janela) e mesmo se ouvisse não teria como reconhecer a voz, ou seja, poderia ser qualquer outra pessoa.

4)Após um dos jurados tirar os óculos e passar a mão na testa (entre os olhos), outro jurado percebeu que uma das testemunhas fazia o mesmo gesto, logo, concluíram que ela possivelmente usava óculos e que na ocasião do testemunho não os estava usando. Ninguém usa óculos para dormir. Portanto, se ela estivesse deitada, pronta para dormir como relatou, não estaria usando óculos no escuro e desta forma, não poderia ter enxergado o crime com tantos detalhes como relatou, já que a distância era de 18 metros, podendo assim, confundir sua visão.

5) A faca não é tão rara assim, já que um dos jurados (Sr. Davis), comprou com facilidade o mesmo modelo de faca em um bazar próximo ao local do crime.



0 comentários:

 
©2007 Elke di Barros Por Templates e Acessorios