Bom é hora de registrar e de atualizar o meu leitor sobre minhas novas construções.
Estava lendo um texto sobre Educação à distância para professores, quando me deparei com o texto do autor Oreste Preti, em que abordava essa, mas “nem tão nova” modalidade, que é o EAD.
Dentre muitas colocações feitas por ele, esta me chamou atenção:
”Feche por uns minutos os olhos e imagine uma escola sem salas de aula, sem paredes, sem carteiras, com estudantes indo e vindo, conversando, lendo em diferentes espaços livres, ora reunidos em equipe, ora desenvolvendo atividades individuais, com horários diversificados para atendimento individual ou em grupos, com calendário flexível, acompanhamento personalizado, sob a orientação de um grupo de educadores, etc. Talvez, você exclamará surpreso: “Esta escola não existe”. Quem sabe, num futuro seja possível!”.
Aqui o autor não está falando da educação do futuro (vivencia-se experiências em EAD desde a década de 1960(Projeto Minerva, Logos I e Logos II,Telecurso 2000, Salto para o Futuro, TV Escola,...). Na realidade, está falando de uma educação real e atual, possível e que está acontecendo em nosso país. Temos acompanhado o crescimento da educação à distância, fato que vem ampliando não só as possibilidades de formação docente, mas efetivamente o número de oportunidades de capacitação a tantos professores. Vivemos em um mundo que está em constante mudança, onde a falta de tempo das pessoas tornou-se um obstáculo na busca de novos conhecimentos e até mesmo do aperfeiçoamento daqueles já adquiridos. Sendo assim, mesmo que ainda não sejam disseminadas informações suficientes para uma compreensão mais profunda das possibilidades da educação à distância e dos fatores que tornam os programas de EAD efetivos e de qualidade, a educação está se fazendo chegar através deste projeto, que disponibiliza a integração, a disseminação do conhecimento, a promoção e adoção da web como ambiente educacional, fazendo do ensino nas salas de aula, uma maneira mais interessante de aprender, já que incentiva as práticas pedagógicas e relações interdisciplinares, antes impossíveis de ocorrer facilitando a integração de todos os envolvidos na realização deste processo.
Preti coloca ainda: “Na modalidade EAD, não existe este ou aquele sujeito no centro do processo educativo. A educação se constrói continuamente numa rede de relações, de (re) construções, de transgressões, afirmações e parcerias, em que todos os sujeitos envolvidos participam, têm responsabilidades e compromissos, modificam e são modificados. Quem educa é muito mais uma "instituição" e um sujeito coletivo do que pessoas individualmente. A educação a distância contribui para um novo modo de ser, despertando o interesse e a determinação em superar e transgredir limites.”.
Concordo com o autor quando fala que se deve transgredir limites e que uma destas transgressões é a ruptura, ou seja, separar o processo de ensinar do processo de aprender, já que acontecem em tempo e espaço separados. Quem "ensina" e quem "aprende", não necessariamente encontram-se no mesmo local e ao mesmo tempo. Partindo desta perspectiva, o sujeito cria nova significação para tempo e o espaço, permitindo um maior respeito aos ritmos pessoais, às diferenças sociais e culturais, às trajetórias e histórias de vida individuais, contribuindo no processo de construção da autonomia intelectual e política e ao resgate da auto-estima pessoal e profissional.
De fato, a educação a distância parece ser uma alternativa preciosa para um país como o nosso, onde a gigantesca extensão territorial e a falta de igualdade na distribuição de oportunidades educacionais são fatos inquestionáveis. Mais e mais é preciso buscar formas de atender a uma demanda significativa de profissionais que, não podendo beneficiar-se do ensino convencional, ficam à margem de possibilidades de capacitação e aperfeiçoamento.


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